Condição silenciosa pode estar presente sem sintomas e cresce entre os mais jovens

Quando se fala em diabetes, muita gente associa a condição a sintomas evidentes, como sede excessiva, aumento da vontade de urinar ou perda de peso. No entanto, existe uma fase anterior à doença que costuma passar despercebida e que pode atingir pessoas de diferentes idades, inclusive jovens: o pré-diabetes.
Caracterizado por alterações nos níveis de glicose no sangue que estão acima do considerado normal, mas ainda abaixo dos critérios diagnósticos para diabetes, o pré-diabetes é uma condição silenciosa que, na maioria das vezes, não apresenta sinais clínicos perceptíveis. Justamente por isso, milhares de pessoas podem conviver com o problema sem saber.
Segundo Cassia Mangini, médica do serviço de endocrinologia do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), os sintomas geralmente não aparecem nas fases iniciais da doença. “Quando falamos em pré-diabetes ou mesmo em diabetes em estágio inicial, normalmente não há manifestações clínicas. Os sintomas costumam surgir quando a doença já está mais avançada e o diagnóstico de diabetes está estabelecido”, explica.
Casos entre jovens chamam atenção
Embora o diabetes seja uma doença bastante frequente na população, o aumento de diagnósticos em pessoas mais jovens tem chamado a atenção dos especialistas. De acordo com a médica, esse cenário está relacionado, em parte, à ampliação dos exames de rotina e ao rastreamento precoce. “Hoje conseguimos identificar alterações glicêmicas mais cedo, muitas vezes em pacientes que não apresentam qualquer sintoma. Isso faz com que mais casos sejam detectados em faixas etárias mais jovens”, destaca.
A descoberta precoce é considerada uma oportunidade importante para evitar a progressão da doença. Isso porque o pré-diabetes representa uma janela estratégica para intervenção e mudança de hábitos.
Momento ideal para agir
Apesar de ainda não ser diabetes, o pré-diabetes não deve ser encarado como algo inofensivo. A especialista alerta que algumas complicações associadas à doença já podem começar a surgir nessa fase, incluindo declínio da função renal, aumento da albuminúria (perda de albumina na urina acima dos níveis normais), disfunções ventriculares e até alterações na retina.
Por isso, o diagnóstico precoce permite a adoção de medidas capazes de reduzir riscos futuros. “O principal tratamento nessa fase é a mudança do estilo de vida, especialmente por meio da melhora da alimentação e da prática regular de atividade física”, afirma a médica.
Como descobrir?
Como a condição raramente provoca sintomas, a principal forma de identificação é por meio de exames laboratoriais. Entre os mais utilizados estão a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada. Em situações específicas, o médico também pode solicitar o teste oral de tolerância à glicose.
A orientação dos especialistas é que os exames de rotina não sejam negligenciados, mesmo por pessoas que se consideram saudáveis, já que a ausência de sintomas não significa ausência de riscos.
Sobre o Hospital Evangélico de Sorocaba
O Hospital Evangélico de Sorocaba, que, em 2026, completa 91 anos de tradição e credibilidade, conta com um Pronto Atendimento Adulto ágil, com atendimento para pacientes a partir dos 12 anos. Possui ambulatório médico com diversas especialidades, centro cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), compondo uma estrutura completa para atendimento de média e alta complexidade.
Em parceria com o Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), o Hospital Evangélico integra o hub de serviços em saúde da Hospital Care, fortalecendo a assistência à população de Sorocaba e região.
