Paulo André no lançamento do "O jogo da minha vida" (Divulgação)

Paulo André no lançamento do "O jogo da minha vida" (Divulgação)

Na segunda-feira à noite, antes da aula de Gestão e Mkt Esportivo, na Trevisan, e depois do futebol com o pessoal do LANCE!, finalizei o livro escrito pelo zagueiro Paulo André, do Corinthians. “O Jogo da minha vida” é uma leitura tranquila, explicativa, reveladora e fácil. Foi indicação do colega Bruno Uliana e agora faço o mesmo a todos que gostam de futebol. As últimas páginas abriram minha cabeça para este post.

Poderia abordar diversos assuntos do livro, mas um, mais específico com relação ao conteúdo deste blog, chama a atenção. A preocupação de Paulo André com as categorias de base, como elas são dirigidas e a formação dos profissionais. É preciso funcionários mais preparados. A vivência no futebol é importante, mas teoria é fundamental. É essencial que os considerados professores saibam desenvolver a capacidade de crianças e jovens, que em um primeiro momento precisam de grande variação, sem muita especificidade. Necessitam conhecer o mundo, como dizem os verdadeiros educadores físicos.

Fiz questão de falar do meu MBA. Isso porque Roque Junior (Palmeiras e Seleção Brasileira) e Fabiano (São Paulo, Santos, Avaí e atualmente está no Audax) são dois dos alunos. Assim como já foram outros, como César Sampaio, hoje dirigente do Palmeiras.

A capacitação, seja para trabalhar com garotos ou profissionais, é importante para evolução do futebol. O “achismo” cada vez perde mais espaço no esporte.

– No Brasil, existe dificuldade para encontrar treinadores nas categorias de base que se preocupem com a evolução do atleta em longo prazo. Esse tipo de profissional é, atualmente, uma verdadeira raridade nos clubes de futebol, já que a maioria dos treinadores trabalha praticamente da mesma maneira, formando jogadores e não pessoas – boleiros, e não atletas. Os formadores deveria enxergar as necessidades, as qualidades e as limitações de cada um dos seus pupilos, assim como perceber o potencial a ser explorado e os defeitos a serem escondidos – prega Paulo André, no livro.

É preciso dar oportunidades para quem tem formação e esta disposto a melhorar a base do futebol brasileiro. Temos muita gente que não foi profissional, mas tem vivência no futebol (várzea, universitário, peneiras…) e podem melhorar as coisas. Terminei Esporte em 2005 e vi muita gente boa por lá. O Audax e o Red Bull, por exemplo, dão espaço para esses profissionais, e os resultados são bons. Aliados aos ex-jogadores, como Antônio Carlos Zago, por exemplo, que está no Grupo do Pão de Açúcar. Este é um caminho. Não é uma fórmula mágica, mas pode muito bem ser colocado em prática.

[author] [author_image timthumb=’on’]http://www.guairanews.com/wp-content/uploads/2012/03/Saraceni.jpg[/author_image] [author_info]GABRIEL SARACENI – Bacharel em Esporte pela USP desde 2005, tem 29 anos e se formou também em Jornalismo em julho de 2010, pela UNIP. Neste espaço, vai abordar temas relacionados à ciência das modalidades, como tipos de treinamento, preparação física, nutrição, fisiologia e suas ramificações. Um pouco de teoria sobre o esporte não faz mal a ninguém. Twitter: @gabrielsaraceni[/author_info] [/author]

fonte: Raio X do Esporte