PISCICULTURA PRODUZ PEIXES PARA O SAPUCAÍ-MIRIM

Por meio de parceria com centrais hidrelétricas da região, 270 mil exemplares de espécies nativas já foram soltos na Bacia

Peixamento em Retiro2

Ao longo dos últimos dois anos, o Rio Sapucaí-Mirim recebeu 270 mil novos peixes de espécies nativas, para repovoamento da Bacia. A iniciativa da Duke Energy Brasil (DEB) – empresa que opera duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) na região – é desenvolvida em parceria com a Piscicultura Projeto Peixes, de Sales de Oliveira, responsável pela reprodução e fornecimento dos peixes necessários ao programa que visa à recomposição do estoque pesqueiro.

Parceiros acadêmicos, o Caunesp (Centro de Aquicultura da Unesp) de Jaboticabal e a Unesp de Bauru promovem as pesquisas científicas que embasam o programa, junto com a área de Meio Ambiente da DEB, e realizam a transferência de tecnologia para a piscicultura da região.

O trabalho teve início com a captura de reprodutores nativos no Rio Sapucaí-Mirim. As espécies usadas – piapara, piau-três-pintas, curimbatá, lambari-do-rabo-amarelo e jundiá – foram selecionadas com base nos estudos científicos realizados durante a fase anterior ao enchimento dos reservatórios das PCHs, e de acordo com o projeto aprovado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Sapucaí-Mirim/Grande (CBH/ SMG) e órgão ambiental.

A análise genética realizada nas matrizes utilizadas no programa orienta a reprodução dirigida, evitando-se, assim, cruzamentos consanguíneos. “Os peixes recebem microchips para identificar e organizar as matrizes, assim os cruzamentos são dirigidos e obtemos efetivo sucesso no repovoamento”, expõe o biólogo e consultor da área de Meio Ambiente da DEB, Norberto Vianna.

Engajada em projetos de repovoamento desde a década de 90, a produtora Suely Marlene Rodrigues, da Piscicultura Projeto Peixes, conta que todo o trabalho é orientado pelos professores do Caunesp e técnicos da Duke Energy. Na prática, a piscicultura é responsável pela manutenção do banco de matrizes e casais para reprodução, faz a reprodução induzida das matrizes selecionadas geneticamente, alevinagem em tanques e a reposição dos estoques, por meio das ações de soltura.

De acordo com Vianna, atuando com esses parceiros, ao mesmo tempo em que viabiliza a produção dos peixes necessária ao programa, a DEB contribui com a transferência de tecnologia para a região, com treinamentos e capacitação técnica de pequenos produtores de peixes em piscicultura.

Por seu caráter inovador, o programa de repovoamento do Rio Sapucaí-Mirim foi reconhecido, em 2013, como detentor de boa prática de sustentabilidade na categoria “Proteção e Conservação”, pela comissão técnica do 11º Benchmarking Brasil, destacando-se entre as melhores gestões socioambientais brasileiras.

Duke Energy Brasil opera e administra oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no rio Sapucaí-Mirim, com um total de 2.274 megawatts (MW) de capacidade instalada. Anualmente, gera cerca de 12,5 milhões de MWh, energia suficiente para abastecer por um ano 6,5 milhões de famílias ou 26 milhões de habitantes. Com cerca de 325 empregados no país, a Duke Energy Brasil representa o maior investimento internacional da norte-americana Duke Energy Corp., a maior companhia de serviços públicos dos Estados Unidos.

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