Com arquivos sendo compartilhados a todo momento, a segurança para os dispositivos se demonstra um assunto sério e urgente. Embora sistemas como o iOS tenham menos chances de serem infectados, eles não estão imunes às invasões digitais.

No mundo onde smartphones estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, gerenciando contas bancárias e dados pessoais, é importante saber como se proteger dessas possíveis ameaças.

No passado, com o advento dos programas de torrent, era bem comum as pessoas se preocuparem com vírus no computador. Em uso no Brasil por cerca de 230 milhões de pessoas, os smartphones passaram a ser alvo de novos ataques.

Desses 230 milhões, cerca de 23 milhões estão infectados por algum tipo de malware, de acordo com alerta de Guy Krief, diretor de cibersegurança da Upstream. 

Imunidade digital

Assim como uma gripe pode manifestar sintomas dias depois da infecção, um vírus pode manifestar sua presença bastante tempo depois de instalado. A principal fonte desses invasores são programas instalados sem o consentimento do usuário. 

Krief indica uma leitura assustadora: são cerca de 152 mil infecções por semana. Por razão desconhecida, o Google não consegue verificar todos os aplicativos, o que permite que 99% das infecções sejam em aparelhos Android. 

Muitas vezes sendo desenvolvidos por terceiros ou instalados em aparelhos desatualizados, esses vírus conseguem se infiltrar por meio de anúncios acionados de modo acidental pelo usuário. 

Observar o desempenho do celular pode indicar a presença de apps mal-intencionados, por isso, a prevenção através de antivírus eficazes e confiáveis se torna uma ferramenta essencial. 

Mal o quê? 

Afetando cerca de 45 mil smartphones, um dos ataques mais recentes ocorreu pelo malware xHelper. Um malware é um programa mal-intencionado, que invade o sistema com a função principal de roubar dados ou danificar o aparelho.

Eles funcionam geralmente redirecionando os usuários para páginas desconhecidas de download, ou botões que surgem repentinamente. Através desses cliques, os invasores conseguem acessar dados pessoais ou lucrar com os anúncios. 

O mistério por trás do xHelper se deu pelo fato de ele não poder ser removido dos aparelhos infectados nem com um reset nos aparelhos. Os desenvolvedores conseguem mapear as tentativas de remoção, criando, assim, resistência ao malware

Ainda que conseguindo ter suas ações bloqueadas dentro do aparelho, o invasor pode ser porta de entrada para outras infecções, podendo causar sérios danos ao aparelho ou acessar informações sigilosas do usuário, sem avisar.

Proteção em um clique

Mas não é preciso se assustar. Hoje, existem diversos tipos de antivírus com aplicações diversas e voltadas às necessidades do usuário. Considerando que os aparelhos estão sempre trocando informações em algum nível, o ideal é que cada usuário tenha pelo menos um antivírus básico instalado.

Se o seu smartphone é mais usado para entretenimento ou troca básica de mensagens, um serviço básico já garante a proteção. Agora, se o seu aparelho tem acesso a apps de bancos, e-mails e armazenamento de nuvem, o ideal é a instalação de um antivírus mais completo.

Nas app stores existem inúmeras escolhas, gratuitas e pagas. O antivírus muitas vezes trabalha de forma silenciosa, alertando somente em caso de alguma suspeita. 

Os números são preocupantes, mas assim como toda epidemia, a prevenção tem um papel fundamental no combate às novas infecções e na ação de desenvolvedores maliciosos.

Escolher um antivírus é como escolher um plano de saúde: você não precisa lembrar que o tem, mas é bom poder contar com o melhor suporte quando necessário.