Lançado em dezembro, o livro científico “Ecotoxicologia, Impacto Ambiental e Corrosividade de Fontes Cloradas e Revestimento a Base de Zinco para o Controle de Mexilhão-Dourado” é fruto do trabalho de pesquisa realizado por alunos e professores do UNIFEB, em parceria com FUNEP – Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Extensão; com a CESP – Companhia Energética de São Paulo; e com pesquisadores da UNESP de Jaboticabal e da USP – Universidade de São Paulo.

A pesquisa aconteceu durante dois anos e meio e teve a apoio financeiro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento  (P&D) da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, para o projeto “Sistema de avaliações ambientais e da corrosividade de fontes de cloro utilizadas na prevenção da incrustação de mexilhão em sistema de turbinas das usinas hidrelétricas”. A publicação do trabalho como livro aconteceu por meio da Editora FUNEP.

O mexilhão-dourado é um organismo exótico vindo do sudeste asiático e no Brasil se adaptou e se multiplicou nas principais bacias hidrográficas. Ele se aloja nos sistemas de refrigeração, grades de proteção turbinas, entre outros locais que existem nas usinas hidrelétricas, causando prejuízos econômicos, operacionais e ambientais a geração de energia elétrica.

“Durante a pesquisa avaliamos a ecotoxicologia e a segurança ambiental de quatro fontes geradoras de cloro, o hipoclorito de cálcio, hipoclorito de sódio, dióxido de cloro e dicloroisocianurato de sódio, usadas contra a incrustação do mexilhão-dourado nas tubulações das usinas hidrelétricas. Em seguida também estudamos o impacto das fontes de cloro no meio ambiente, e o diagnóstico foi de que,  em doses que já são utilizadas nas usinas, elas não causam impacto ambiental, são seguras e podem atuar com eficiência na inibição de incrustação do mexilhão na tubulação”, explicou o professor doutor do UNIFEB, Claudinei da Cruz.

Ainda de acordo com o docente “o dicloroisocianurato de sódio já é utilizado pelas usinas de forma emergencial e tem autorização do IBAMA, as demais fontes ainda não são, mas fizemos o trabalho para verificar se elas também poderiam ser usadas e ter a segurança ambiental, operacional e eficácia de inibição. E, conforme os testes, inclusive na bacia do Rio Paraná, essas fontes de cloro podem ser consideradas seguras”, disse.

Para realizar a pesquisa, o UNIFEB contou com equipe capacitada de docentes, alunos e seus laboratórios foram equipados com recursos do projeto. Os estudantes do curso de Agronomia do UNIFEB envolvidos nesta pesquisa foram: Ana Carolina de Oliveira, Isadora de Azeredo Freitas e Karina Petri dos Santos. Além da Me. Nathalia Garlich e do professor Claudinei da Cruz e demais alunos do Laboratório de Ecotoxicologia e Eficácia dos Agrotóxicos do UNIFEB.

O livro gerado pela pesquisa pode ser adquirido gratuitamente no site da FUNEP – funep.org.br , ou diretamente no LEEA – Laboratório de Ecotoxicologia dos Agrotóxicos do UNIFEB.