3 dicas para transformar seu negócio e desenvolver a liderança

Na nova realidade dos negócios após a pandemia, é importante entender sobre uma boa liderança e a transformação dos negócios; pensando nisso, os sócios da Kienbaum Consultoria, Paula Lima, Frederico Madureira e Fábio Fick, esclarecem mais dúvidas sobre o tema e listam algumas dicas
Foto de fauxels no Pexels

Durante o período de pandemia, ficou ainda mais evidente a importância de trabalhar a adaptabilidade, desenvolvimento da confiança e de uma liderança com uma comunicação assertiva. Isso se torna ainda mais importante em um período em que o trabalho home office deixou de ser algo opcional, como aconteceu durante a pandemia. Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento feito pelo portal VAGAS.com, o número de vagas ofertadas em regime de trabalho flexível aumentou 309% em 2020. Números como estes mostram a importância das empresas adquirirem uma comunicação cada vez mais assertiva.

Um dos pontos chaves quando se fala do desenvolvimento da liderança é a continuidade e agilidade, capacidade de acelerar a formação e o desenvolvimento da liderança. “Nas empresas, trabalhamos com a premissa que para formar um sucessor, precisasse de 3 a 5 anos. Uma questão chave nesse processo é o desenvolvimento da continuidade, e como fazer isso de uma forma cada vez mais dinâmica, colaborativa e digital. É muito comum as empresas investirem em campanhas de treinamento, mas acabam sendo ações mais pontuais, então o grande desafio é como fazer isso estar presente na agenda e no dia a dia de todos na organização”, explica Paula Lima, sócia da Kienbaum Consultoria.

Para mudar essa situação, é importante trabalhar o auto desenvolvimento em todos os níveis de liderança dentro de uma organização. Dessa forma, aumenta-se o grau de consciência sobre a importância de dedicar tempo e energia para quem está ao seu redor. “Todos nós temos pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento. Muitas vezes as oportunidades de desenvolvimento de um líder vão ficar mais claras a partir de feedback conscientes e maduros, autênticos da sua equipe. No momento que tivermos consciência que, para desenvolver o negócio, as pessoas precisam estar se desenvolvendo, os negócios vão para um outro patamar”, entende.

O período de pandemia não foi fácil para as empresas, mas existem alguns ensinamentos que podem ser retirados deste momento. “Nós começamos a entender a importância da comunicação assertiva e autêntica. Mesmo no ambiente digital, é importante cuidar do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Pessoas que têm maior equilíbrio, uma capacidade de foco e relaxamento, conseguiram desenvolver bem, até com alta produtividade dentro desses ambientes. Outro ponto positivo foi o desenvolvimento da confiança. O foco se deslocou do controle para um foco no resultado, dando autonomia ou confiando nas pessoas. A pandemia materializou o que nós chamamos de novo trabalho”, complementa Paula.

A liderança e a transformação dos negócios

De acordo com o sócio da Kienbaum Consultoria, Frederico Madureira, para identificar uma boa liderança é importante entender a diferença entre líderes e gestores. “O Gestor é aquele que vai executar várias tarefas, com métodos e prazo bem estabelecido. O líder tem um papel diferente, ele vai extrair ao máximo o maior potencial, a partir daquelas pessoas que estão envolvidas com ele no trabalho. Uma outra forma de identificar essa diferença é pensar que o gestor é aquele que está pronto para lidar com o ambiente complicado, mas controlado. Já o líder precisa saber lidar com um ambiente de maior complexibilidade, onde não se tem respostas, têm menos controle sobre a situação e, com isso, vai ser mais surpreendido”, explica.

Para desenvolver este olhar de liderança e transformação, seguem algumas dicas:

1. Conheça a possibilidade de criar um negócio disruptivo desenvolvendo a liderança

Dessa forma, é possível desenvolver a visão estratégica da liderança em um processo de planejamento estratégico, envolvendo um número maior de pessoas e aproveitando para abrir a cabeça da liderança, para que eles consigam pensar o futuro daquela organização antes de partir para execução. “É preciso ampliar o espaço da divulgação da estratégia e criar um espaço para ouvir outros níveis de liderança. Quando isso é feito, reduz muito o que encontra de resistência à mudança, já que as pessoas participam das discussões, entendem as possibilidades de futuro e passam a enxergar valor nas novas mudanças, se adaptando mais rapidamente aos novos contextos”, acredita Frederico.

2. Analise pontos como estratégia, cultura e pessoas

Na transformação dos negócios, existem alguns pontos específicos que precisam ser analisados. Em um processo mais tradicional, esse processo seria feito pela estratégia, passando pela estrutura e as pessoas sendo colocadas nesses processos. Mas tem uma outra forma de fazer isso, em um tipo de transformação que parta das pessoas. “Na formulação da estratégia, envolvemos o maior número de pessoas para que elas compreendam o futuro do setor e possam dar opiniões diferentes que possam ser incorporadas. Com essa discussão, fica mais claro o que precisa mudar ou ser reforçado. Nesse modelo mais inovador e mais aberto, enxergamos um processo mais interativo em que as pessoas participam desde o início, já na estratégia”, completa Frederico.

3. Olhe para o lado digital das empresas

Para se ter ideia, uma pesquisa realizada pela Samba Digital, unidade de negócios digitais da Sambatech, que ouviu mais de 100 líderes de tecnologia de pequenos, médios e grandes negócios, aponta que 62,5% das empresas brasileiras pretendem usar entre 10% e 30% do seu faturamento em transformação digital em 2021. Em qualquer realidade de negócios, é importante pensar na transformação digital dos negócios, que coloca a tecnologia como habilitadora da estratégia de crescimento, de eficiência, produtividade.

“A transformação digital deve ser muito bem planejada para que cada organização consiga extrair dessa jornada a maior capacidade de geração de valor para o negócio. As organizações precisam se antecipar para que provoquem a auto-ruptura ao invés de serem vítimas da disrupção. Essa será a diferença, em pouco tempo, entre a sobrevivência e a falência das organizações. Há uma importante mudança de cultura e de mindset por traz disso tudo, é preciso preparar as pessoas e os líderes para essa jornada”, conclui o também sócio da Kienbaum, Fábio Fick.

Sobre a Kienbaum Consultoria

A Kienbaum é uma empresa de consultoria multinacional de origem alemã com mais de 75 anos de história, presente no Brasil desde 2005. Os pilares de atuação da Kienbaum são: Liderança, Pessoas e Negócios. Para a Kienbaum, o desenvolvimento da liderança faz parte do seu comprometimento com a gestão do negócio, com a sustentabilidade humana e com o empoderamento das pessoas, seguindo o conceito de Leading by #WePowerment. A Kienbaum atua sempre com o objetivo de transformar as pessoas, na perspectiva mais ampla e mais digital, consolidando-se como parceira preferencial do RH. A empresa reforça o seu propósito de transformar as organizações e a comunidade a partir do engajamento e do desenvolvimento da liderança ao longo do processo de transformação do negócio, sempre orientado para resultados.

Anterior Empresas se unem para combater desperdício de alimentos a partir do movimento Todos à Mesa que reúne iFood, Nestlé, Carrefour e M. Dias Branco
Próxima iFood lança plataforma de capacitação e empregabilidade em tecnologia para pessoas em vulnerabilidade social