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A valorização do profissional de T.I e a inovação aberta no mercado brasileiro

Foto de hitesh choudhary no Pexels

A alta demanda por profissionais de tecnologia faz com que eles estejam cada vez mais valorizados no Brasil e em outros países. Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) mostrou que a procura por profissionais na área de TI será de 420 mil pessoas, até 2024, no país.

Além das vagas que surgem nas companhias brasileiras muitas são as oportunidades que estão à disposição fora do país. Isso acaba criando uma certa disputa por esses talentos que veem a sua frente uma diversidade de possibilidades. De acordo com levantamento do Boston Consulting Group (BCG), 63% dos profissionais de T.I estão dispostos a se mudar de país. Os EUA são o destino preferido dos brasileiros seguido do Canadá, Portugal e Alemanha.

O perfil comportamental do brasileiro certamente é o que mais atrai as empresas do exterior. Além dos conhecimentos técnicos, os profissionais levam em sua bagagem alguns skills que o estrangeiro nem sempre possui, como por exemplo, a disposição em aceitar novos desafios ser muito criativo, colaborativo e de fato vestir a camisa da empresa.

Mas apesar de a oferta de trabalho no exterior aparentar ser uma oportunidade para dar um salto na carreira, nem sempre a vaga fora do país vai ser a melhor opção. As empresas no Brasil abrem cada vez mais espaço para que esses profissionais desenvolvam seus diferentes conjuntos de habilidades.

Cada vez mais há a consciência de se ter uma boa estratégia de retenção, afinal o colaborador que trabalha duro e oferece soluções criativas para a companhia merece ser reconhecido por seus esforços e não se sentir estagnado ou subestimado. De acordo com a startup Revelo, houve um crescimento de aproximadamente 55% na média salarial dos profissionais de TI que atuam nas grandes capitais brasileiras.

A prática da inovação aberta (open innovation), que tem sido incorporada à diversas empresas especialmente as de tecnologia, também é um sinal de que não é preciso sair do país para se ter contato com inovações e desenvolvimento de soluções que ocorrem em outras culturas. A troca de conhecimento entre as empresas está cada vez mais frequente o que potencializa a evolução dos talentos.

Colaboração é a palavra de ordem da nossa atualidade. Hoje é possível se desenvolver tecnologicamente por meio de parcerias com especialistas do mercado, bem como com startups, instituições de pesquisa, universidades, incubadoras, entre outros. Esse tipo de cooperação é vantajoso para os talentos que podem ampliar significativamente seus conhecimentos.

Por fim, o profissional precisa saber avaliar o mercado e as oportunidades que estão em jogo. É fato que existe uma riqueza de aprendizado quando há um intercâmbio de conhecimento e uma imersão em um cenário internacional. Mas existem excelentes oportunidades aqui e ainda há a possibilidade de se trabalhar para uma empresa lá fora sem nem sair do Brasil.