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Guia do sushi para o Dia do Sushi: 10 curiosidades entre etiquetas, benefícios nutricionais e cuidados ao consumir

Além de patrimônio cultural e gastronômico, a iguaria japonesa combina propriedades nutricionais importantes, rigor nas técnicas de preparo e etiqueta à mesa.

prato retangular com nigiris e makis sobre folha, uma mão com hashis pegando um nigiri, tigela de shoyu e acompanhamentos

O sushi consolidou-se como um dos maiores símbolos da culinária japonesa. Por trás de peças cuidadosamente elaboradas, existe uma cultura rica em história e tradição, marcada por técnicas, filosofia, equilíbrio nutricional e cuidados essenciais.

Mas, afinal, o que é o sushi? Ao contrário do senso comum, a palavra não significa “peixe cru”, mas sim “arroz azedo” ou “temperado”. Historicamente, o termo está associado ao método ancestral de conservação do peixe em arroz fermentado com vinagre, essa é uma técnica que evoluiu ao longo dos séculos até se transformar no formato consumido hoje.

Para entender melhor essa arte milenar, confira o guia com curiosidades, segredos e recomendações de saúde para degustar o prato com segurança:

1. Dicionário do Sushi: entenda as estruturas

Para não errar na hora do pedido, vale conhecer a anatomia dos tipos mais populares:

Nigiri: bolinho de arroz moldado à mão com uma fatia de peixe por cima.

Sashimi: fatias puras de peixe cru, sem arroz (tecnicamente não é sushi).

Maki: rolo tradicional com alga marinha (nori) pelo lado de fora.

Uramaki: o rolo “invertido”, onde o arroz fica por fora e a alga envolve o recheio internamente.

Temaki: cone de alga recheado com arroz, peixes e vegetais.

2. Quais são os benefícios nutricionais do sushi?

Quando preparado com equilíbrio e sem excessos de molhos ultraprocessados, o sushi é uma excelente opção nutricional, conforme explica a Dra. Denise Kunitake, nutricionista do HNIPO:

Proteínas de alto valor biológico: peixes como atum, salmão e robalo fornecem proteínas com aminoácidos essenciais, importantes para a manutenção e recuperação muscular.

Gorduras boas (Ômega-3): peixes como atum e salmão em ácidos graxos ômega-3, associado à saúde do coração, funcionamento cerebral e regulação aos processos inflamatórios.

Minerais e Micronutrientes: as algas (nori) utilizadas no preparo são fontes de iodo e podem fornecer ferro, magnésio, potássio e cálcio, esses nutrientes participam de funções como metabolismo energético e funcionamento da tireóide.

Fonte de Energia: o arroz é fonte de carboidratos, que são uma importante fonte de energia ao organismo, quando consumidos em quantidades adequadas, pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.

Complementos nutricionais: a inclusão de verduras e legumes, como saladas, ajuda a aumentar o consumo de fibras, vitaminas e minerais, contribuindo para uma refeição mais completa e equilibrada.

Importante: os benefícios nutricionais do sushi variam conforme os nutrientes e o modo de preparo. Opções fritas, molhos em excesso e grandes quantidades de cream cheese e maionese podem aumentar o teor calórico e de sódio da refeição.

3. Cuidados e segurança alimentar

Por se tratar de uma preparação com proteína crua, o consumo exige atenção dobrada com a procedência e a manipulação dos alimentos:

Armazenamento e Temperatura: o peixe cru deve ser mantido rigorosamente sob refrigeração adequada para evitar a proliferação bacteriana.

Congelamento prévio: norma sanitária fundamental que elimina eventuais parasitas sem alterar a textura ou o valor nutricional do peixe.

O congelamento não elimina todos os riscos: bactérias, toxinas e outros microrganismos podem permanecer mesmo após o congelamento.

Atenção para grupos de risco: gestantes, lactantes, idosos e pessoas imunodeprimidas devem priorizar opções com peixes cozidos ou sushis vegetarianos, evitando o peixe cru devido ao risco de contaminações.

“O sushi pode trazer benefícios à saúde, pois contém proteínas de alto valor biológico e, dependendo do peixe utilizado, ômega-3, um ácido graxo associado à saúde cardiovascular e ao bom funcionamento do cérebro. Entretanto, para que o seu consumo seja seguro, é fundamental garantir a procedência dos ingredientes, a higiene durante a manipulação e o controle rigoroso da temperatura de armazenamento. Como o peixe é servido cru, é necessário adotar medidas específicas de segurança alimentar. Recomenda-se moderar o consumo de molho de soja, evitar o excesso de preparações fritas e molhos calóricos”, alerta a Dra. Denise.

4. Gohan x Shari: qual é o arroz do sushi?

Nem todo arroz na gastronomia japonesa é preparado da mesma forma. O Gohan é o arroz branco neutro, cozido apenas em água, servido como acompanhamento para pratos quentes. Já o Shari (ou Sumeshi) é o arroz temperado com vinagre de arroz, açúcar e sal. Apenas o Shari é utilizado na confecção do sushi, garantindo o brilho, a acidez ideal e a liga perfeita entre os grãos.

5. Como deve ser o “sushi perfeito”

A excelência do sushi está no equilíbrio térmico e na proporção exata dos ingredientes. O arroz (shari) deve estar levemente morno (próximo à temperatura do corpo), com grãos inteiros e aerados, sem estarem prensados em excesso. O peixe deve ser servido em temperatura fresca e com o corte na espessura precisa para harmonizar com o arroz.

6. Cuidados com o peixe cru

Peixes de água doce (como tilápia, tucunaré), exigem cuidados específicos quando destinados ao consumo cru, devido ao risco de transmissão de parasitas e à possibilidade de contaminação microbiológica.

No sushi, prioriza-se peixes de água salgada, mas mesmo assim, não significa que todos os peixes de mar sejam seguros para o consumo cru ou que apresentem menor risco de contaminação.

Para o uso do peixe cru, é fundamental utilizar peixes de fornecedores regularizados, com controle sanitário e rastreabilidade, além de garantir a conservação sob temperaturas adequadas e congelamento correto.

Nem todo sushi leva peixe cru

A definição do prato está no arroz temperado, o que permite combinações variadas: frutos do mar cozidos (camarão, polvo), lâminas de ovos (tamagoyaki), vegetais marinados, cogumelos (shimeji e shiitake) e até vegetais frescos como abacate e pepino.

8. O jeito certo de comer

Embora o hashi (pauzinho) seja popular, a tradição dita que peças como nigiris e makis foram criadas para serem degustadas com as mãos. Comer com os dedos evita que o bloco de arroz se desfaça. A peça deve ser levada à boca em uma única mordida e, se for utilizar o shoyu, molha-se apenas a ponta do peixe, nunca o arroz, para não encharcar nem desequilibrar o tempero do shari.

9. O papel do Wasabi e do Gengibre

A pasta verde de wasabi e o gengibre em conserva (gari) têm funções específicas, comenta a nutricionista:

Wasabi: possui ação bactericida natural e auxilia no processo digestivo.

Gengibre: funciona como um “limpador de paladar”. Deve ser consumido em pequenos pedaços entre uma peça e outra para neutralizar os sabores no paladar.

10. Etiqueta com os hashis

Se utilizar pauzinhos descartáveis de madeira, evite esfregá-los um no outro após separá-los. Na cultura oriental, esse hábito transmite a mensagem de que o restaurante oferece utensílios de baixa qualidade ou com farpas, sendo considerado uma desfeita.

Sobre o CMD

O Centro Médico e Diagnóstico do Hospital Nipo-Brasileiro, localizado na Liberdade, iniciou suas atividades em 28 de abril de 1962 sob o nome de Setor de Assistência Médica, Higiene e Saúde, oferecendo uma completa e moderna infraestrutura para a realização de exames laboratoriais e de imagem. Alinhado ao compromisso histórico da instituição, que teve sua gestão assumida pelo HNIPO no período de 2008/2009, o centro investe constantemente na aquisição de novos equipamentos de ponta e em melhorias contínuas de sua infraestrutura tecnológica.

Atualmente, o espaço conta com uma área de atendimento integrada e constantemente modernizada, oferecendo suporte para mais de 30 especialidades e a realização de mais de 20 tipos de exames, incluindo tomografia, raio-x, mamografia, endoscopia e ultrassonografia, além de dispor de exames laboratoriais realizados em parceria com o Laboratório Fleury Medicina e Saúde.

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